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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Frutas cítricas ajudam a emagrecer


Alimento tem fibras solúveis que reduzem a absorção de gorduras no organismo

Bruno Folli, iG São Paulo

Foto: Getty Images

  Cítricos: eles aumentam a sensação de saciedade e contêm fibras que funcionam como uma esponja, absorvendo a gordura dos alimentos

  As frutas cítricas são importantes aliadas para quem deseja emagrecer. Elas têm propriedades capazes de reduzir a absorção de gorduras e açúcares pelo organismo, além de aumentarem a sensação de saciedade.
Isso tudo é possível graças às fibras solúveis. “Toda fruta cítrica é uma fonte rica neste tipo de fibra”, afirma nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do serviço de nutrição e gastronomia do Hospital Bandeirantes.

  Existem vários tipos de fibras solúveis, como goma guar e mucilagens, mas a pectina é a principal. “Ela retém água e forma uma espécie de gel no estômago”, explica a nutricionista.

  Esse gel torna o esvaziamento gástrico mais lento. “E isso aumenta a sensação de saciedade. Quer dizer que a pessoa se sente satisfeita por mais tempo depois que come”, esclarece.

  Ao diminuir a velocidade do esvaziamento gástrico, as fibras solúveis colaboram para que os açúcares (glicose) sejam absorvidos mais lentamente pelo organismo. É uma vantagem para quem deseja emagrecer. “Também é uma propriedade interessante para diabéticos”, ressalta Patrícia.

  Esponja de gordura

  O gel de pectina age como uma espécie de esponja de gordura. “Ele se liga aos lipídios, fazendo com que parte deles seja excretada pelo organismo, em vez de absorvida”, explica. Quem sofre de colesterol alto, por exemplo, pode se beneficiar disso.

  Para aproveitar ao máximo as frutas cítricas, o ideal é comê-las de forma fracionada durante o dia. “Isso favorece a presença constante delas no organismo”, afirma Patrícia.

Dose certa

Uma laranja tem em média 0,3 grama de fibras solúveis. Já uma banana prata, apesar de não ser uma fruta cítrica, é um pouco mais rica, tem 0,5 grama por unidade. As demais frutas cítricas (kiwi, abacaxi, acerola, limão, tangerina e maracujá) têm doses semelhantes de fibras.

“Mas precisamos de pelo menos 6 gramas por dia de fibras solúveis, dentro do total de 25 gramas de fibras em geral”, recomenda.

Para atingir essa marca, a nutricionista sugere misturar farelo de aveia aos sucos de frutas cítricas ou outros alimentos durante o dia. Em cada duas colheres de sopa de farelo de aveia há 3 gramas de fibras solúveis. Vale lembrar que o suco não deve ser coado para que não haja perda das fibras, presentes no bagaço.

  Pele mais bonita

  Outra vantagem das frutas cítricas é a presença de vitamina C em quantidades elevadas. Essa substância favorece a oxigenação da pele, o que ajuda a prevenir varizes e celulite. A vitamina C também é uma poderosa antioxidante e combate a formação de radicais livres no organismo.

  “Isso retarda o envelhecimento precoce das células e favorece o sistema vascular, ajudando a prevenir infartos e derrames cerebrais”, afirma a nutricionista Lúcia Helena Lista Bertonha, do Conselho de Nutricionistas de São Paulo.

  Além disso, a vitamina está diretamente relacionada com o sistema imunológico e é rica em água.

  Quando evitar

  Lúcia explica que o consumo constante de frutas cítricas, pela própria acidez característica do alimento, pode provocar sensibilidade excessiva nos dentes. “A pessoas acaba sentindo dor em contato com o ar ou com alimentos quentes”, afirma.

  Azia, refluxo gástrico e estomatite, entre outros problemas gástricos, também podem ser causados ou agravados por frutas cítricas. “Nestes casos, o melhor mesmo é reduzir bastante o consumo das frutas ou até suspendê-lo por um período”, recomenda. “Pacientes em tratamento contra o câncer costumam ter esses problemas”, acrescenta.

  Outros estudos sobre esses alimentos, conta Lúcia, sugerem uma relação entre frutas cítricas e enxaqueca. As crises da doença podem ser desencadeadas pelo consumo desses alimentos, mas ainda há pouca literatura médica sobre o assunto.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cada momento do dia requer um cuidado específico. Saiba como identificar qual combina mais com você


Bruno Folli, iG São Paulo



A pessoa tem mais força para treinar no final do dia

Não existe um horário ideal para praticar esportes ou fazer exercícios físicos. Embora essa questão seja bastante investigada e debatida, nenhuma grande vantagem foi descoberta até agora. O que vale, por enquanto, é a preferência e a disponibilidade de cada um.

Mas cada horário traz vantagens e desvantagens, com as quais é preciso saber lidar para obter melhores resultados nos treinos e também para não prejudicar a saúde.

Manhã

Quem prefere se exercitar pelas manhãs tem a vantagem de acelerar o organismo logo no início do dia, despertando mais rapidamente para as atividades cotidianas. A recuperação do organismo tem mais chances de ser melhor, porque muitas refeições estão planejadas para acontecer após o treino, ao longo do dia.

Em contrapartida, é preciso ter cuidado com a alimentação anterior ao treino. Quem come pouco ou de forma inadequada pode sentir enjoos, sentir fraqueza e até desmaiar.

“A atividade física acelera o consumo de glicose (açúcar no sangue). Se a pessoa estiver mal alimentada, ela pode ter um quadro de hipoglicemia, e também o rendimento da atividade será prejudicado”, afirma o ortopedista Ricardo Cury, especialista em medicina do esporte e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

A refeição antes do treino precisa reunir os principais grupos alimentares – carboidrato, proteína, fibra e gordura. Mas não se deve ingeri-los no café da manhã e correr para a academia, pois há risco de náuseas e refluxo gástrico.
O corpo precisa de tempo para o processo digestivo antes de ter as energias requisitadas por esteiras e halteres. O ideal é esperar ao menos uma hora, no caso de refeições leves como o café de manhã.

Se a refeição tiver alimentos mais pesados e for maior, como costuma ser o almoço, é melhor esperar ao menos duas horas antes de iniciar atividades físicas.

Tarde

“Quem treina no final da tarde tem mais força”, revela a nutricionista Heloísa Guarita Padilha, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).

Heloísa explica que diversos fatores metabólicos podem intensificar a potência física na parte final do dia. Os níveis de insulina e de cortisol, hormônio ligado ao estresse físico, participam desta equação. “Mas não dá para apontar uma causa isolada, é o conjunto dos fatores”, reforça.

A temperatura do corpo também costuma ser mais alta entre o final da tarde e início da noite. “É outro fator que pode colaborar”, acrescenta. Mas essa vantagem do treino vespertino se aplica aos exercícios anaeróbicos da musculação, e não vale para atividades aeróbicas, como corrida e ciclismo, que são as atividades mais procuradas por quem deseja perder peso.

De qualquer forma, a musculação também tem suas vantagens para o emagrecimento. O aumento da musculatura é um fator que favorece a perda de peso. “A massa magra (músculos) consome mais energia”, afirma Heloísa. É uma característica metabólica do músculo.

Noite

Fazer exercícios é parte das receitas médicas contra insônia, mas o efeito pode ser justamente contrário caso a pessoa pratique esportes pouco antes de ir para a cama.

“A atividade física libera uma grande quantidade de endorfina, o que gera euforia na pessoa”, explica Cury. Mesmo assim, há quem consiga sair de uma academia, tomar banho e dormir tranquilo. Mas se você prefere não correr o risco de ficar acordado até o meio da madrugada, melhor reservar de duas a três horas para o corpo desacelerar.

Outra possível desvantagem do treino noturno está associada à recuperação do organismo, que pode sair prejudicada por uma alimentação inadequada. “À noite, o corpo precisa de mais insulina para a mesma quantidade de carboidrato (se comparado a uma refeição feita mais cedo)”, diz Heloísa. É preciso ponderar bem a quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos para suprir as necessidades do corpo, para evitar estoque de energia na forma de gordura.

E se você varia muito o horário para treinar, porque sua agenda é bem concorrida, também não há problema. “A variação constante de horário não prejudica o rendimento no treino”, afirma o personal trainer Carlos Tomaiolo, consultor da Integralmédica.

Depois de malhar, não esqueça: fazer um bom alongamento e respirar de forma profunda e lenta servem como um recado para o corpo tirar o pé do acelerador.

sábado, 10 de novembro de 2012

Benefícios e Riscos da Atividade Física para Diabéticos


Professor
Vandeir Gonçalves Silva
Graduado pela Universidade de Brasília - UNB - DF
Membro do Gease
Professor de Musculação - Academia Malhart -DF


A prática de exercícios físicos proporciona inúmeros benefícios para qualquer ser humano. Particularmente na diabete, os exercícios possuem qualidades marcantes tanto na prevenção quanto no tratamento (CANCELLIÉRI 1999). Pacientes com diabetes freqüentemente têm múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares, e um estilo de vida saudável, incluindo uma maior atividade física, é essencial para prevenir e tratar a diabete (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999). É importante ressaltar que existem várias formas de se prescrever a atividade física ideal para o diabético sendo necessário, entretanto, que se conheçam os benefícios e os possíveis riscos relacionados a esta população.


INTRODUÇÃO

A diabetes se refere a um conjunto de diversas doenças diferentes. Os tipos mais comuns de diabetes são o tipo 1, ou imunomediada diabetes melito, e o tipo 2, ou insulinorresistente diabetes melito. Um terceiro tipo, a diabetes melito gestacional, pode ocorrer durante a gravidez (AMERICAN DIABETES ASSOCIACION; 2002).

A diabete é uma doença causada pela hiposecreção de insulina pelas células beta das ilhotas de langerhans situadas no pâncreas. As células beta se tornam mais suscetíveis aos vírus, o que favorece o desenvolvimento de anticorpos auto-imunes que destroem estas células. Este processo pode ocorrer rapidamente ou ao longo de vários meses ou vários anos. Em outros casos parece haver uma simples tendência hereditária para a degeneração das células beta, ou para defeitos na regulação da secreção e/ou ação da insulina (GUYTON & HALL; 1997); (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

O que caracteriza o diabete é um aumento da glicemia de jejum e pós-prandial, que resulta da diminuição da secreção de insulina absoluta (como no tipo 1), ou relativa (como no tipo 2), da diminuição da ação da insulina ou de ambas (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999). Todas as causas de diabetes levam a hiperglicemia, que constitui a característica básica da doença (SILVEIRA NETO; 2000).

Fatores ambientais contribuem para a resistência à insulina, e sugere-se que estes fatores devem interagir com uma predisposição genética para que ocorra o diabete (SILVEIRA NETO; 2000). Os mais importantes são a obesidade (particularmente a deposição de gordura intra-abdominal), inatividade física e idade avançada. A inatividade é considerada o principal fator a explicar o excesso de peso encontrado na sociedade moderna. Inúmeros estudos têm demonstrado estreita relação entre consumo calórico, obesidade e inatividade, tanto em crianças quanto em adultos. A obesidade diminui o número de receptores insulínicos nas células-alvo da insulina em todo o corpo, fazendo com que a quantidade de insulina disponível seja menos eficaz na promoção de seus efeitos metabólicos, e a presença de concentrações elevadas de glicose e/ou ácidos graxos livres podem comprometer adicionalmente a função das células beta (GUYTON & HALL; 1997); (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999); (SILVEIRA NETO; 2000). A hiperfagia por si só, é responsável por alguns níveis de resistência à insulina, como se pode comprovar pelo declínio nos níveis de glicose plasmática ocorrido nos pacientes diabéticos do tipo 2 que se submetem a uma dieta de restrição calórica (SILVEIRA NETO; 2000).

No diabete melito, a maioria das características patológicas pode ser atribuída a um dos três efeitos principais da falta de insulina, a saber: (1) menor utilização de glicose pelas células corporais com o conseqüente aumento da concentração sanguínea de glicose; (2) depleção de proteínas nos tecidos corporais; e (3) aumento acentuado da mobilização de gordura das áreas de armazenamento da gordura, produzindo metabolismo lipídico anormal e também o depósito de lipídios nas paredes vasculares (GUYTON & HALL; 1997).

Na ausência de insulina ocorre a hidrólise dos triglicérides armazenados, liberando para o sangue circulante grande quantidade de ácidos graxos e glicerol, conseqüentemente a concentração plasmática de ácidos graxos livres começa a se elevar em alguns minutos (hiperlipidemia). O excesso de ácidos graxos no plasma promove a conversão pelo fígado de alguns ácidos graxos em fosfolipídio e colesterol, que leva ao rápido desenvolvimento de aterosclerose, arteriosclerose, cardiopatia coronária e lesões microcirculatórias, causando freqüentemente ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e outros acidentes vasculares em pessoas com diabetes (GUYTON & HALL; 1997); (SILVEIRA NETO; 2000).

COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETE

Os pacientes portadores de diabetes representam um grupo susceptível a inúmeras complicações tanto crônicas quanto agudas, acarretando também na maioria dos casos problemas de repercussão psicossocial. A evolução do diabetes rumo às complicações crônicas está inteiramente relacionada com o mau controle da doença e, portanto, com a manutenção de níveis persistentemente elevados de glicemia; sendo assim, o controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue é a principal estratégia para a prevenção das complicações do diabetes (SILVEIRA NETO; 2000).

A principal morbidade da diabete está relacionada com as complicações em longo prazo da hiperglicemia crônica. Estas possíveis complicações podem ser divididas em complicações microvasculares como retinopatia (perda potencial da visão), falência renal (nefropatia), dano aos nervos periféricos (neuropatia), e danos ao sistema nervoso autonômico (neuropatia autonômica), e complicações macrovasculares como doenças cardiovasculares ateroscleróticas, vascular periférica e cerebrovascular, além de constantemente estarem associadas a outros fatores de risco ateroescleróticos mesmo em indivíduos não diabéticos como hipertensão arterial, hiperlipdemia, obesidade e resistência à insulina (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

Pessoas com diabete tipo 2 desenvolvem as mesmas complicações em longo prazo daquelas com diabete tipo 1 (incluindo retinopatia, nefropatia, neuropatia e doença macrovascular), e precisam ser triadas para esses problemas antes de iniciar um programa de exercícios (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

Segundo SILVEIRA NETO, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de complicações macrovasculares e microvasculares são a hipertensão, a hiperlipidemia, a hiperglicemia, o sedentarismo e o tabagismo. Em todos estes fatores o professor de educação física pode interagir direta e/ou indiretamente através da mudança de comportamento de seu aluno, usando para isso a atividade física.


BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA

Desde 1922 vários autores verificaram a interação da insulina com a atividade física e os benefícios no tratamento do diabete. A partir de então a tríade dieta, medicamentos (quando necessário), e exercício, fundamentados em um processo educacional, formam o princípio do tratamento desta doença (SILVEIRA NETO; 2000).

Exercícios são a parte mais divertida da terapia do diabete. Pense no quando "divertido" é espetar a si mesmo com uma agulha ou uma lanceta, tomar pílulas, ou ter que mudar sua dieta, provavelmente suprimindo algumas das suas comidas favoritas. Compare isto com um igualmente importante para sua saúde jogo de tênis, ou uma noite dançante, um passeio de bicicleta, uma caminhada, ou uma refrescante natação. Absolutamente sem discussão (GRAHAM; 1995). Toda e qualquer atividade física pode ser de grande valia para o diabético, sendo necessário sempre se levar em consideração o atual quadro de saúde em que o aluno se encontra.

A maioria dos efeitos diretos da atividade física ocorre porque o exercício normaliza a glicose sanguínea, diminuindo a resistência de insulina e melhorando a sensibilidade a ela. Vários estudos têm demonstrado que o treinamento de exercício pode aumentar a ação da insulina ou diminuir a resistência à insulina, especialmente entre pessoas com alto risco para diabete ou com hiperinsulinemia. Outros estudos mostram que indivíduos fisicamente ativos têm menos probabilidade de desenvolver diabete do que indivíduos fisicamente inativos. O efeito da atividade física parece ser devido à adaptação metabólica do músculo esquelético (aumento da densidade capilar; maior capacidade oxitativa), ou a outras adaptações ao treinamento como um conteúdo aumentado de transportadores de glicose GLUT4 (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999). Como conseqüência, a captação de glicose pelo músculo é incrementada, independentemente de alterações na concentração de insulina circulante (SILVEIRA NETO; 2000).

Em adição à redução aguda da glicemia e ao aumento da sensibilidade à insulina, o exercício regular melhora vários dos fatores de risco reconhecidos de doenças cardiovasculares, como melhora do perfil lipídico (diminuição do LDL, aumento do HDL e diminuição do triglicérides) e da hipertensão, e indivíduos diabéticos têm um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999); (CANCELLIÉRI 1999). A hipertensão está associada com um aumento da incidência e taxa de progressão de retinopatia diabética e neuropatia e, portanto, deve ser tratada de forma mais agressiva. É genericamente aconselhável que os pacientes que apresentem doenças microvasculares dos olhos e rins, já estabelecidas, não participem de exercícios que resultem em um aumento da pressão sistólica acima de 180 a 200 mmhg (SILVEIRA NETO; 2000).

A prática regular de exercícios físicos pode acarretar uma diminuição da dosagem de insulina, e sua importância é fundamental nas terapias onde se objetiva uma menor dosagem de insulina a ser administrada pelo paciente insulino-dependente (SILVEIRA NETO; 2000).

Os benefícios cardiovasculares e metabólicos do exercício são sustentados somente como resultado da soma dos efeitos das sessões de treinamento ou como resultado de mudanças, em longo prazo, na composição corporal (SILVEIRA NETO; 2000), e outro grande benefício da atividade física regular é seu efeito sobre a composição corporal, através do aumento do gasto de energia auxiliando a redução de peso, o aumento da perda de gordura e a preservação da massa magra. Aproximadamente 60% das pessoas com diabetes do tipo 2 são obesas no momento do diagnóstico. Provavelmente a distribuição central de gordura parece ser fator de risco primário adicional para o desenvolvimento do diabete tipo 2, uma vez que a adiposidade na área abdominal ao contrário da periférica eleva a probabilidade de que indivíduos desenvolvam resistência à insulina. A atividade física parece prevenir o diabete tipo 2 não apenas diminuindo a adiposidade, mas também afetando a resistência à insulina e a tolerância à glicose (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

SILVEIRA NETO relata em sua obra sobre o constante estresse psicológico pelo qual os recém descobertos diabéticos passam, e cita até mesmo como experiência pessoal (o autor é diabético tipo 1 desde os quatorze anos) o quanto à atividade física pode ser benéfica para o controle desde tipo de estresse; estresse este que pode ter conseqüências bastante negativas para o controle glicêmico. Parece que o estresse psicossocial exerce um efeito direto psicossomático nos mecanismos reguladores neuroendócrinos, que por sua vez, influenciam o controle metabólico. A prática de atividades física promove benefícios fisiológicos e psicológicos, sendo o aspecto de lazer e entretenimento proporcionado pela prática de atividades físicas e esportivas, altamente desejável.

Segundo o mesmo autor, os parâmetros psicológicos passíveis de mudança com o exercício físico podem ser assim visualizados:

DIMENSÕES
MUDANÇAS
Depressão Diminui
Bem-estar Aumenta
Atitude positiva em relação ao trabalho Aumenta
Autoconfiança Aumenta
Autoestima Aumenta


RISCOS DA ATIVIDADE FÍSICA

No entanto o exercício também pode piorar várias das complicações a longo prazo do diabete. Em adultos, o exercício pode precipitar angina de peito, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas ou morte súbita se houver doença arterial coronariana subjacente. Para se aumentar à segurança, deve ser feita uma triagem cuidadosa em adultos para as complicações em longo prazo do diabete (retinopatia, nefropatia, neuropatia periférica, neuropatia autonômica), antes de prescrever um programa de exercício de intensidade moderada a vigorosa (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

A atividade também deve levar em consideração o estado do aluno no momento do início da mesma. Diante de um quadro de glicemia superior a 250 mg/dl, por exemplo, (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999), sugere-se a medição de cetona na urina. O quadro de cetonúria é potencialmente perigoso para o diabético e o exercício acentuará este quadro. Esta situação indica pouca insulina no organismo, com conseqüente diminuição da utilização de glicose como fonte de energia e incremento do metabolismo das gorduras, acarretando elevação dos lipídios e de seus subprodutos no sangue (CANCELLIÉRI 1999). Com este exemplo que não é raro, se percebe a importância de um controle glicêmico constante, que pode ser feito de maneira relativamente fácil através de um glicosímetro. Através deste recurso o diabético pode fazer ele mesmo o exame de sua glicemia em casa, ou na hora em que precisar e sem qualquer dificuldade, sendo os resultados bastante precisos e confiáveis. Sem um controle adequado da glicemia, o diabético fatalmente tenderá a evoluir para as temíveis complicações crônicas da doença (SILVEIRA NETO; 2000).

Lesões das articulações e dos tecidos moles podem ocorrer quando os pacientes com neuropatia periférica realizam exercícios vigorosos (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999).

O exercício agudo provoca um aumento da sensibilidade à insulina e aumento no metabolismo da glicose, que persiste por várias horas após o exercício, podendo ocorrer assim hipoglicemia durante ou após o exercício. De outro lado o exercício de curta duração e grande intensidade está associado normalmente com um aumento transitório nos níveis de glicemia, podendo ocorrer um quadro de hiperglicemia (FRONTERA, DAWSON & SLOVIK; 1999). A hiperglicemia se for grave o suficiente pode produzir lesão imediata e irreversível no sistema nervoso central. A glicose é o único nutriente   capaz de ser utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo epitélio germinativo das gônadas em quantidade suficiente para supri-lo com a energia necessária (SILVEIRA NETO; 2000), sendo assim um estado de hipoglicemia severa pode ser potencialmente perigoso para o indivíduo.

Outro grande fator de risco em potencial relacionado ao diabete do tipo 2, é que grande parte de seus portadores não sabe que carrega esta enfermidade. Ás vezes a doença pode não apresentar sintomas e continuar evoluindo sem que se dê conta disto, e o diabete só será diagnosticado quando as complicações crônicas já se houverem estalado (SILVEIRA NETO; 2000).

Referência Bibliográfica

CANCELLIÉRI, Cláudio; diabetes & atividade física 1999.
FRONTERA, Walter R., DAWSON David M. & SLOVIK; exercício físico e reabilitação 157:158; 202:214, 1999.
GRAHAM, Cláudia; the diabetes sports and exercise book, 1995.
Guia completo sobre diabetes da American Diabetes Association 2002.

GUYTON, Artur c. & HALL, John e; fisiologia humana e mecanismo das doenças 557:564, 1997.



SILVEIRA NETO, Eduardo; atividade física para diabéticos 2000.

http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=944

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Benefícios da Prática de Pilates


Pilates com bola controle sua ansiedade

http://cyberdiet.terra.com.br/pilates-com-bola-controle-sua-ansiedade-3-1-2-83.html


O Pilates, como todos os exercícios físicos, traz benefícios incalculáveis ao corpo, além de fazer o praticante entrar em equilíbrio com seus sentimentos e ansiedades. 


Além de mexer com os lados emocional e psicológico, o Pilates garante uma boa forma física e bastante resistência ao corpo, física e mentalmente, sendo um catalisador para a saúde adequada e bem-estar. 

Mente 

O relaxamento do corpo, como um todo, e da mente é um motivo pelo qual as pessoas buscam o Pilates. As tensões do cotidiano, o estresse, as preocupações pioram a qualidade de vida das pessoas e a busca por esse método tem crescido no mercado, justamente para exterminar esses sintomas.
Doenças psicossomáticas também são problemas sérios que vêm aumentando dentro da população. Psicossomático significa que uma pessoa tem preocupações tantas, de modo que a mente cansada e ocupada mais do que deveria transfere para o corpo as dores que sente.
Então, uma pessoa saudável pode ter frequentes dores de cabeça somente pelo fato de sua mente estar em desequilíbrio. Quando se encaminha para o médico e este a avalia, chegando a análise de que não há problemas físicos, essa pessoa é diagnosticada com problemas psicossomáticos. 
Esses problemas podem se desenvolver em todo o corpo, como dificuldades respiratórias, desaceleração ou hiperaceleração cardíaca, dores musculares e inchaços. 
A ansiedade e a depressão, problemas cada vez maiores com o passar dos anos, são diminuídos e controlados através do Pilates.

Corpo

O equilíbrio do corpo é um alvo difícil de se alcançar e o Pilates é um caminho para se seguir até ele.


Médicos receitam esse método para correção postural, em crianças e adultos, para evitar o sedentarismo, ajudar nas articulações e auxiliar no funcionamento dos órgãos internos do corpo. 

As crianças também iniciam o Pilates, às vezes por orientação médica, pois o método trabalha a coordenação motora, a concentração, ajuda o sistema circulatório e respiratório, melhorando o nível de oxigênio no sangue.

Para as pessoas mais vaidosas e preocupadas com a saúde, o Pilates fornece tônus muscular e auxilia o organismo a expelir toxinas naturais. As formas físicas atingidas pelo Pilates também são um atrativo para os praticantes.

As lesões ocasionadas por atividades mal executadas ou por problemas genéticos são melhoradas com a ajuda do Pilates. Dores e imperfeições, principalmente na coluna são os motivos mais comuns na procura pelo método.

Alongamento e Flexibilidade

Não é preciso alcançar os dedos dos pés com as mãos para se ter saúde. A flexibilidade e o alongamento são duas ferramentas pelas quais uma pessoa pode equilibrar seu estado mental e sua saúde física, pois são baseados em séries de exercícios que quando praticados eliminam o sedentarismo.

Tanto na flexibilidade quanto no alongamento, é preciso tomar alguns cuidados com relação aos exercícios e a quantidade em que são executados. O colágeno é um tipo de camada que existe entre os ossos, não permitindo que eles se encostem e, consequentemente, entrem em atrito, causando lesões ósseas graves.


O colágeno é produzido pelo tecido conjuntivo, o mesmo que envolve e protege órgãos e partes vitais do corpo. Quando uma pessoa faz muitos exercícios físicos pesados a produção de colágeno pode ocasionar hipertrofia ou encurtamento de certos músculos. 

Flexibilidade 

A flexibilidade é a capacidade de esticar um músculo mais do que o natural, produzindo movimentos de amplitudes elevadas.

Dançarinos e ginastas surpreendem as pessoas, que não estão ligadas a esse meio, pela capacidade de colocar o pé na cabeça ou escorregar as pernas, uma para cada lado, até que a cintura atinja o chão, por exemplo.

Os contorcionistas trabalham incansavelmente para atingir formas com os corpos cada vez mais enroladas e flexíveis e ganharam espaço no circo por serem considerados “aberrações”, como a mulher barbada e o faquir.


Porém, há estudos que tentam provar que essa capacidade está ligada à herança genética, mostrando que realmente não é qualquer pessoa que consegue tais proezas. 

O corpo como um todo é analisado para se entender como funciona a flexibilidade, mas é dada uma atenção especial ao quadril e à coluna vertebral. Ocorre de uma pessoa ter muita flexibilidade nas pernas e não ter no tronco. Isso é natural, porque as articulações são diferentes umas das outras e acabam por ter movimentos e flexibilidades diversas. 

Mulheres, em geral, possuem maior flexibilidade por causa do estrogênio, que faz com que a massa muscular tenha menor desenvolvimento acumulando água e nutrientes, ajudando para que o atrito nas fibras musculares seja diminuído.

Sexo, idade e herança genética são fatores importantes para a denominação do grau de flexibilidade de uma pessoa, mas não são os únicos. Cada indivíduo tem suas próprias estruturas e, por mais parecidas que sejam com os demais, tem suas propriedades e suas habilidades.